Calvície feminina é mais comum do que você pensa

Pode não parecer, mas a calvície feminina é muito comum entre a população. Velha conhecida dos homens, a alopecia androgenética, como também é chamada, afeta cerca de 30% a 40% das mulheres. Ela prevalece em pacientes caucasianas, sendo mais rara em asiáticas e afrodescendentes.

Este problema é caracterizado pela diminuição da densidade capilar de forma global, poupando a linha de implantação dos cabelos. A calvície feminina se manifesta em mulheres geneticamente predispostas e/ou naquelas que apresentam quadros de hiperandrogenismo (excesso de testosterona), como na síndrome dos ovários policísticos.

O que acontece?

A raiz do cabelo é localizada em uma área bastante nutritiva. Isso ocorre justamente para que as células se multipliquem e o fio cresça. As células se renovam na raiz e morrem na ponta do fio, mas, depois de um período, o fio cai e um novo nasce em seu lugar.

Quando a testosterona atinge o couro cabeludo acontece a ação de uma enzima, fazendo com que surjam substâncias que influenciam na raiz do cabelo. Essas substâncias provocam a morte ou reduzem a velocidade de multiplicação das células da região. O resultado disso são cabelos finos, ralos e com o crescimento muito lento.

Quando procurar um especialista?

É considerado normal que todos os dias as pessoas percam cerca de 100 a 150 fios. Mas, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), essa perda deve ser certamente um sinal de alerta quando os fios começam a se acumular no ralo da pia, do chuveiro, na escova, nas roupas ou no travesseiro. Outro indício de que a pessoa deve buscar ajuda é quando caem tufos e todo o cabelo começa a ficar muito ralo.

Diagnóstico da calvície feminina

Para o diagnóstico, recomenda-se exames clínicos e laboratoriais, como a análise de fios por meio do tricograma. Eventualmente a biópsia do couro cabeludo também é recomendada.

Tratamento

Os tratamentos mais usados são com o minoxidil; a espironolactona, que tem um efeito antiandrogênico; assim como os anticoncepcionais e o acetato de ciproterona. Entretanto, quando a mulher está na menopausa, o indicado é a finasterida.

É importante que o tratamento seja iniciado o mais precocemente possível, com a finalidade de promover a estabilização do quadro e evitar a progressão da calvície.

Perucas, apliques e transplantes capilares

O transplante capilar é indicado quando a área doadora é satisfatória. Quando há superfície do couro cabeludo que possua cabelo suficiente para doar os fios para serem transplantados na parte calva.

As perucas são indicadas em casos mais avançados de calvície, quando o transplante capilar é inviável. Deve-se ter cuidado com apliques, pois o seu uso prolongado pode levar a um quadro de alopecia cicatricial, que é a perda definitiva dos fios.

 

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